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segunda-feira, 17 de março de 2014
Quiromancia I
Essa mão que agora leio
teu seio afagou
O futuro, na mão, tento ver
esperando, ou melhor, desejando
que o destino, outros afagos,
possa reservar.
T.
segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
Bom Dia
Sonhar é voar macio
Por entre prédios
E coxas semi-abertas
Acordar é bater de frente
Com o mundo, e cair
Estilhaçado
Caco de vidro
Corte no pé
T.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Sei que contando a ti, Cristina, por onde andei
Corro o risco de sentir na pele tua fúria
E de ter real a imagem da palavra NÃO
Sair do teu sexo, como uma navalha
A decepar o meu.
Mas não importa, hoje
Responderei com palavras embriagadas
e latentes. Pois vi a ‘lua vermelha’ abrir com os lábios
As janelas de meu peito, impávida
e despir-se revelando a face oculta dos prazeres.
Engulo seco à lembrança breve
Suspenso no vento e no tempo
Ainda vejo seu brilho opaco
Corro o risco de sentir na pele tua fúria
E de ter real a imagem da palavra NÃO
Sair do teu sexo, como uma navalha
A decepar o meu.
Mas não importa, hoje
Responderei com palavras embriagadas
e latentes. Pois vi a ‘lua vermelha’ abrir com os lábios
As janelas de meu peito, impávida
e despir-se revelando a face oculta dos prazeres.
Engulo seco à lembrança breve
Suspenso no vento e no tempo
Ainda vejo seu brilho opaco
No fundo do copo.
T.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Enfadonho
Ventre entre Adentre Um falo mais Que prolixo a Língua mais eloquente Difuso entre Adentre ventre Falo(,) uma língua que se repete.
T.
T.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Pagina 6
Aquela cidade foi a maior surpresa da minha viagem. Assim que cheguei, dentro da rodoviária ralé, só encontrei gente sem gosto. Enquanto andava pelas ruas pequenas e sujas só consegui enxergar um povo sujo, fedendo a esgoto. Mas durante a noite, tudo mudou. A cidade tinha uma cor forte, o mais vermelho dos vermelhos. E as ruas tinham um gosto forte. A que mais lembro se chama: reina de los muertos– mais conhecida como a rua das prostitutas. Enquanto transitava por ela senti dos tremores o mais complicado. Um arrepio seco, um prazer premeditado entrava pelos meus olhos e transbordava em forma de saliva.
Ao voltar do cais, nesta mesma rua, fui convidado a visitar uma casa, e lá conheci Isabel. Menina Jovem, mas com jeito de mulher, gosto de mulher. Quando descobriu que estava naquela cidade tentando escrever algo, me levou a um quarto no final do corredor, e ofereceu seu corpo como folha. Enquanto observava ela se despir e - sentado sobre a cama - escutava o barulho do quarto ao lado um misto de gozo e temor me envolvia. Naquela noite, naquele corpo - cheio de linhas imaginarias - minha língua foi a pincel.
T.
T.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Em águas mais termas
Hoje quando descia as escadas de teu prédio, Com o gosto de teus poros em minha boca, senti um mal estar estranho, uma tontura, imagens em tom vermelho escuro cortornaram minha cabeça. Tive vontade de voltar e pedir socorro, tive idéias malucas. Mas continuei descendo, com passos largos eu já estava em frente a porta, ela estava aberta.
Entre tuas pernas de elevador.
T.
Entre tuas pernas de elevador.
T.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Rascunho III
Cristina, visitarei teu quarto.
Quando estalar a noite, pularei a janela
e abrirei tuas casas
e sem te jogar palavras
cortarei tua língua.
Mas te conheço Cristina
sei que trocarás
murmúrios por suspiros
Com sussurros discretos
arrancarei tuas coxas, teus
braços, e teus seios
Olhos e lábios
Depois tu me dirás, Cristina, o que é guilhotinar.
T.
Quando estalar a noite, pularei a janela
e abrirei tuas casas
e sem te jogar palavras
cortarei tua língua.
Mas te conheço Cristina
sei que trocarás
murmúrios por suspiros
Com sussurros discretos
arrancarei tuas coxas, teus
braços, e teus seios
Olhos e lábios
Depois tu me dirás, Cristina, o que é guilhotinar.
T.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Rascunho II
A saliva venenosa da raiva atingiu-me em cheio a boca, um gosto amargo. Eu fingido inveterado, rasguei com palavras um sorriso doce, sorri, e cuspi sangue a noite inteira.
Palavras são navalhas com asas e dentes.
Palavras são navalhas com asas e dentes.
T.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Meu Deus! como eu queria ter uma arma, qualquer arma, espingarda qualquer; com uma em minhas mãos, atiraria em todas as garrafas e copos que flutuam poluindo minha mente. E depois, quando estivesse sóbrio, agarraria pelo quadril aquela mulher de pele delicada que dança suavemente ao sair do meu cigarro, e faria amor com ela, adentrando a madrugada, até o ultimo trago.
T.
T.
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